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Conhece a realidade dos caminhos reais

Caídos no esquecimento, os caminhos reais eram o principal meio de mobilidade dos madeirenses.

A mobilidade na Madeira sempre foi um desafio para os residentes. Em alternativa às rotas marítimas, entre freguesias e concelhos, foram construídos os caminhos reais ou estrada real, com o propósito de trocas comerciais e trocas de pessoas, tornando-se um símbolo de património histórico e etnográfico. A mais famosa é a 23, que dá a volta à ilha pelo litoral. É de relembrar que muitos destes caminhos foram realizados a mais de 1000 metros de altitude, sendo uma verdadeira obra de engenheira na altura. O que distingue os caminhos reais das levadas é a sua diversidade de paisagem e o facto de muitos caminhos passarem pelo meio das populações, sendo um aspeto diferenciador, que permite a interação com a população.

O nome “Caminho real” ou “estrada real” deve-se ao facto de terem sido construídos antes da Implantação da República. Na Madeira, a maior parte surgiu por iniciativa dos governadores ou dos capitães-generais, funcionando como alternativa e complemento às ligações marítimas.

Antigo moinho de água encontrado num dos caminhos reais.

Estes caminhos começaram a ser utilizados a partir dos séculos XVIII e XIX. Para a manutenção destes foi criado um imposto, designado por “roda de caminho”, o qual obrigava toda a população a contribuir com dias de trabalho. No entanto, os mais abastados podiam revertê-lo em dinheiro.

A importância destes caminhos começou a decrescer com a chegada do automóvel, contrariamente à construção de novas estradas modernas. Muitas destas “estradas reais” ficaram ao abandono. Atualmente, apenas 28 caminhos reais são recomendados pelas autoridades (25 na Madeira e 3 no Porto Santo).

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